MÚSICA É CULTURA!!!

quinta-feira, março 24, 2005

Depois de Scott Walker, segue-se Mark Lewis

Uma revelação e quatro músicos já bem conhecidos do público.

Do encontro entre a dança e a música, personificadas por Mark Tompkins (o coreógrafo) e Nuno Rebelo, nascem algumas versões de MY WAY, HEAVEN e AVEC LE TEMPS (Claude François, Talking Heads e Leo Ferré, respectivamente) que servem de pano de fundo às coreografias do autor e intérprete, Mark.
O impulso criativo de Mark e Nuno fez com que dos ensaios das versões nascessem originais que serão apresentados este mês pela Transformadores através da distribuição do jornal Blitz e das lojas Fnac.
Mark Lewis (Tompkins) é um coreógrafo e encenador americano que vive em Paris. A sua companhia, I.D.A., apresenta frequentemente as suas coreografias por toda a Europa e no resto do Mundo desde há mais de 20 anos. Em muitos dos seus espectáculos Mark Lewis canta as suas próprias canções, bem como vários standards. O seu encontro com o compositor e guitarrista Nuno Rebelo deu origem ao desejo mútuo de formar uma banda, gravar um CD e dar concertos. Nesta aventura, é particularmente excitante e curioso o background do grupo: Nuno Rebelo e Vítor Rua foram músicos seminais do Rock português dos anos oitenta (Mler ife Dada, GNR) antes de se dedicarem às músicas de carácter experimental a partir dos anos noventa. Alexandre Cortez e Samuel Palitos constituem a secção rítmica dos Rádio Macau, grupo que continua a existir com toda a sua força. Samuel é ainda o baterista da sua banda, os FLUX.

Com esta combinação de grandes talentos poderia esperar-se uma música experimental e bizarra. Mas a simplicidade das canções, a voz de Mark Lewis e os arranjos rock de Nuno Rebelo, dão origem a uma banda simultaneamente mainstream e contemporânea, difícil de classificar mas muito fácil de apreciar: Mark Lewis and the Standards.



Voz – Mark Lewis
Guitarra eléctrica – Nuno Rebelo
Guitarra eléctrica – Vítor Rua
Baixo – Alexandre Cortez (RÁDIO MACAU)
Bateria - Samuel Palitos (FLUX, RÁDIO MACAU)



Concertos:

23 Abril, no Centro de Artes Performativas do Algarve, 23h – FARO (289 828 784)

27 Abril, na Culturgest em Lisboa

6 Comments:

Anonymous carlos said...

Os trabalhos que conheço do Nuno Rebelo, dentro do experimental são bastante interessantes.

Deste projecto não tinha conhecimento - agora já tenho, obrigado - mas resta ouvir para se equilatar da sua qualidade.

Onde se pode ouvir, é a questão.

ps: E o DVD Wordsong?

11:13 da manhã

 
Blogger Transformadores said...

Caro Carlos, este projecto vai ser editado a 26 de Abril. Para conhecer o álbum antes desta data pode ir ver o concerto em Faro. Até lá sugiro um outro projecto TRANSFORMADORES - ANGEL OF ASHES - A TRIBUTE TO SCOTT WALKER, que segue amanhã, dia 28 de Março, para as bancas com o jornal Blitz. Assim, enquanto espera pelo Mark Lewis, não desespera..

Obrigado pelo seu contacto.

11:52 da manhã

 
Blogger Transformadores said...

Caro Carlos, este projecto será editado no dia 26 de Abril. Até lá a única forma de conhecer Mark Lewis and the Standards será ir ouvi-los tocar em Faro. Para não desesperar enquanto espera, só posso aconselhá-lo a conhecer o projecto ANGELS OF ASHES - A TRIBUTE TO SCOTT WALKER, que segue amanhã, dia 29 de Março, para as bancas com o jornal BLITZ.

Obrigado pelo seu contacto.

12:58 da tarde

 
Anonymous carlos said...

Um Alentejano desterrado na Madeira, está como que "no limbo cultural" do não comercial.

A internet seria uma vantagem, se em Portugal não houvesse tanto receio de colocar informação online.. receio, ou falta de jeito.(riso maroto)

Umas amostras ajudavam.

Convenhamos que há que ter "força de vontade", para não ouvir apenas o que dá nas rádios nacionais. (riso sarcástico... amarelo mesmo)

Em alternativa tenho uma sugestão.

O vosso método é excelente, mas faltam umas livrarias, lojas, (qq coisa) onde se possa fazer uma pré audição.

Por exemplo, conheço os trabalhos referidos do Nuno Rebelo, porque ia a uma livraria onde existia bastante coisa da Ananana.

Convosco criei o hábito de ir comprando tudo o que iam editando porque ia gostando, isto apesar de só ter ouvido os Flux 1 vez e de provavelmente nunca mais os ir ouvir por minha iniciativa. Ora, "-escusava de o ter comprado" - pensei eu. Mas vou correndo o risco de ter que comprar alguns que não aprecie, para ter projectos de qualidade a nível nacional. Será justo? Trocam?
Decerto que não, resta-me guardar como "recuerdo".

Sinceramente, a minha sugestão, seria uma distribuição "pensada" e listada, para a malta saber onde pode ouvir, antes de comprar.

A malta não desespera.. é paciente.
Não fosse eu alentejano...

Do vosso humilde servo/ouvinte

7:03 da tarde

 
Blogger Transformadores said...

Carlos, tem toda a razão. Apesar de enviarmos todo o nosso material para as rádios, antes mesmo da edição, a dificuldade em entrar em playlist só é superada por algumas saudáveis excepções. O futuro site da TRANSFORMADORES terá concerteza a possibilidade de audição dos trabalhos que vamos preparando. A questão que levanta relativamente às livrarias é pertinente e apenas lhe posso avançar que gostaríamos de ir mais longe, até às bibliotecas municipais. De destacar em Lisboa o excelente trabalho da fonoteca municipal que possui os nossos trabalhos e onde é possível ouvir a quase totalidade do que é editado em Portugal. Quanto aos FLUX, experimente ouvir mais uma vez pois se gosta de rock bem executado decerteza que se renderá, pelo menos a algumas sonoridades do disco.

E já agora, já ouviu falar no DISCONNET?

9:39 da manhã

 
Anonymous carlos said...

A playlist obedece sobretudo a objectivos comerciais e a mecanismos de marketing bem definidos (como devem saber).
A questão nem é se a música é boa, mas sim tem que se ouvir o bastante para se vender. Vocês estão quase no papel do delegado de informação médica de um laboratório caseiro a querer convenver o médico a vender os vossos medicamentos. Oferecem viagens ? (riso maroto)

Mas como reflexão digo, que compra os vossos discos, não ouve rádio, ouve programas, se é que me faço entender.

Bibliotecas é uma excelente ideia.
Também lhes cabe a eles "catalogar" a música portuguesa - neste caso específico - como forma de expressão, como um livro.
Tem a vantagem da livraria. Sendo novidade, terão direito a primeiro plano ao lado dos hot shots, dado que não são obrigados pelos critérios comerciais a ter alguém à frente na montra.

Os FLUX não me convenceram. Mas não precisa de lhe dizer nada para não ficarem tristes.. (riso)

E não, nunca ouvi falar no DISCONNET.

11:12 da manhã

 

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